Rebeca Matta, Alinne Rosa, Luiz Caldas Margareth Menezes, Kall Medrado e Carla Visi Juntos no palco do TCA
A noite de Salvador, na
última quarta-feira 23/10, foi marcada por festa de muita emoção, boa música e
conscientização a respeito do diagnóstico e prevenção do câncer de mama, e o
protagonista do evento foi o músico Luiz Caldas que realizou o espetáculo Mulheres
de Luz junto com as convidadas Alinne Rosa, Carla Visi, Kell Medrado, Margareth
Menezes e Rebeca Matta.
O show foi promovido pelo
Projeto Repartir, organização beneficente que desde 2007 atua na questão, como
parte do movimento Outubro Rosa. Toda a arrecadação foi destinada ao Núcleo
Assistencial a Pessoas Com Câncer (Naspec). Além de Luiz, o Teatro Castro Alves,
local onde o espetáculo aconteceu, foi parceiro da iniciativa.
Alinne Rosa e Luiz Caldas
Clássicos da música
popular brasileira que carregam em suas letras o bem dizer às mulheres - Mulheres
de Atenas de Chico Buarque, Mulher Nova Bonita e Carinhosa, de Zé Ramalho,
Dona, do grupo Roupa Nova, Paraíba, de Luiz Gonzaga, dentre outros sucessos - foram
interpretados de forma suave.
Luiz abriu o show cantando a Ave Maria e logo
após algumas canções, Alinne Rosa subiu ao palco com uma leitura inovadora e
dançante de Êxtase, de Guilherme Arantes. Já Kall Medrado interpretou Natural
Woman da cantora americana Aretha Franklin, com uma inspiração que fez jus ao
original.
Carla Visi e Luiz Caldas
Rebeca Matta, em um
belo efeito de luzes, emergiu ao palco acompanhada de uma rosa gigante e cantou
ao som de efeitos de sampler. Carla Visi, cheia de samba nos pés e uma alegria
contagiante, trouxe o Conto de Areia de Clara Nunes.
Além dessas vozes, algumas
apresentações instrumentais marcaram o evento. Clarinete e Pífano deram
estilo e inovação ao show. O atabaque da percursionista Daniela Pena, que
também usou chocalhos, deu um aspecto tribal ao espetáculo. Margareth Menezes deu seu show, quando Luiz, vestido de índio, tocou atabaques ao som da música Mãe Menininha.
Margareth Menezes agradecendo ao público - Foto Joaquim Castro
Luiz Caldas e todas as suas
Mulheres de Luz encerraram o show com a música Maria, Maria, de Milton Nascimento.
Ele agradeceu a presença do público, que em sua maioria eram mulheres,
evidenciando a importância delas, desculpando-se por todos os sofrimentos que o
pensamento masculino causou no decorrer da história.
De forma poética, recitou o poema "A mulher, a Gênese" de autoria sua em parceria com Cesar Rasec, destacou a luta feminina por espaço na sociedade e frisou a importância da atitude
frente ao câncer de mama e outras doenças que possam comprometer a saúde da
mulher.
Luiz Caldas, convidadas e mulheres do Projeto Repartir - Foto Joaquim Castro
Cada convidada deu seu
depoimento sobre a sensação de ser mulher, e logo após, todos os cantores receberam
buquês de rosas das integrantes do Projeto Repartir, todas elas mulheres
comprometidas há muito tempo com a causa. Para conhecer mais sobre o projeto Repartir acesse www.projetorepartir.wordpress.com e curta também a sua página no Facebook. Clique AQUI e confira mais fotos do espetáculo Mulheres de Luz.
Som Di Track conversou com Alinne Rosa, Carla Visi, Rebeca Matta e com Luiz Caldas, confiram:
Rabiscos ganham forma e
expressam situações e sentimentos... Muitas vezes um desenho consegue falar
mais do que mil palavras, e é nessa perspectiva que os desenhos de Elton Silva
e Larissa Rebouças ganharam as palavras aqui escritas.
Em universos diferentes
- pois não se conhecem -, esses dois jovens soteropolitanos buscam um
complemento para a fantasia que reside em suas mentes. Rabiscando, é que eles
encontram a válvula de escape. E que belo escape.
Larissa tem 18 anos e é
estudante. Deseja se profissionalizar no desenho e seus rabiscos
têm a intenção de mostrar ao mundo que a arte pode substituir a violência. É
uma menina serena, porém curiosa e inteligente, que faz de sua aparência algo
interessante, pois ainda possui traços da puberdade. Aplicada em desenhos de perfis humanos, ela demonstra ter controle sobre os traços que risca.
Elton Silva feito à mão
Elton tem 22 anos e é
técnico em informática, cursou Engenharia da Computação, mas desistiu por não se
identificar com a área de Exatas. É blogueiro (possui dois blogs: Relatos Banais de um Cidadão Comum e Solidão com Vista pro Mar). Gosta de poesias e é
muito bem articulado com as palavras. Filosófico e analítico, Elton desenvolve diálogos e reflexões nas tirinhas que desenha.
Desenhar exige, de quem
pratica a arte, técnica e precisão, mas também é imprescindível que se tenha
dom, pois é através da percepção que o artista irá tornar sua obra em algo
ímpar, ou pelo menos diferenciada.
Elton Silva feito à mão
Larissa Rebouças feito à mão
Elton e Larissa são pessoas
de natureza muito boa. A convivência com eles foi pouca (com a Larissa um pouco
maior), mas classificaria muito positivamente a personalidade dos dois.
Larissa Rebouças
Elton Silva
Larissa parece que
sempre está a te perguntar algo, mesmo sem perguntar nada. Deve ser por causa
dos seus óculos e seu olhar de interrogação.
Elton é mais vibrante.
Usa poesia e a análise filosófica até em respostas simples, além de ter um
senso de honra e respeito muito grande por quem com ele conversa. Esses talentos, com
certeza, ganharão espaço onde quer que eles escolham aplicar seus trabalhos, e
vale muito a pena prestigiar o começo da atividade de pessoas assim. Com talento.
Para trilha sonora dos pedacinhos da história artística destes jovens soteropolitanos, Som Di Track indica o videoclipe em animação A Lack of Color da banda Death Cab For Cutie:
- Alguém que vale mais em
CPF do que em simpatia e sorriso?
- Bípede meio carnívoro,
meio vegetariano todo errado?
- Resto abandonado de
evidências superiores oriundas de seres habitantes do nada múltiplo estelar? Um erro do subverso...
Na pior das hipóteses,
uma raça qual O Criador (quem?) deu plenos poderes de governo sob tudo que
existe nesta esfera azulada, conjugada na 3ª pessoa do sistema solar...
A criatura Foto Joaquim Castro
Tentando despertar sua
fúria ou simplesmente justificar (ou não) sua adesão aos concórdios (na forma
da lei), impostos por sei lá quem que se diz ser: SISTEMA, Espelho Pra Cegos é
um disparate sem precedentes que busca no meio do nada humano, uma
justificativa (ou não) para algo que persiste em perturbar nossa existência:
CADÊ O PROPÓSITO?
Soturna, irreverente, clara e obsoleta, seu desenrolar retrata o rastro das subpastas e arquivos Temporary Files que residem lá nas quinas de nossa mente, que nunca nos damos conta de como esse lixo mental arquivado influencia o nosso estado racional. A prova que precisávamos para justificar a necessidade de uma infinita Lavagem Cerebral.
Esse nosso mundinho insanamente perfeito, fechado por círculos e esferas, onde é mais fácil viver e apodrecer dentro delas do que sair e enfrentar a realidade; a luta contra a beleza indiscreta que as afeições sistemáticas nos causam; a obrigação moral que nos fita todos os dias através de nossas janelas pessoais, enfim... Enfrentar a realidade (existe?) e a irreverência problematizada dos dogmas e das referências que nos farão ser gente sólida e constituída, evidenciando o choque entre estas questões que, no final, irá nos reduzir a pó.
...Que merda!
Uma apresentação visual abre o espetáculo, e logo após os monólogos começam a serem proferidos. Borboletas, caracóis, vazio, cavalo, circulo... temas múltiplos em linha decrescente (que dá a entender que a coisa está sempre a piorar). A peça proporciona ao espectador não só um texto surreal, mas também uma dinâmica diferente, com palcos espalhados pelo salão do Teatro, e a proximidade do público com os atores que em certos momentos parecem participar da encenação, seja no fixar dos olhos que os personagens direcionam para quem está próximo - ao monologar -, ou em momentos em que eles saem de seus palcos e circulam através da platéia. A música é soturna. Lembra o barulho de máquinas ou naves espaciais, se preparando para pousar e caçar abduções. A luz é pouca e carregada de fumaça, descrevendo um aspecto frio e mórbido.
O Homem do Conserto Foto Joaquim Castro
Matéi Visneic, um
audacioso ilustrador de ideias em maquete teatral, Romeno, oriundo das
catacumbas filosóficas da Universidade de Budapeste, embriagou de surrealismo o
texto desta obra que é simplesmente UM ABSURDO!
A Constituição Foto Joaquim Castro
Um belo espetáculo de
Márcio Meirelles e com a colaboração de Bertho Filho(ambos, peças ímpares do
teatro baiano), e encenado pela Cia Teatro dos Novos e pela Universidade Livre
de Teatro Vila Velha, Espelho Para Cegos está em cartaz no Teatro Vila Velha
neste domingo 20/10 e na próxima segunda-feira 21/10, e também de 24 a 27/10
(de quinta-feira a domingo).
SERVIÇO
O QUÊ: Espelho Para
Cegos - Espetáculo baseado no livro de Matéi Visniec, que aborda a decomposição
das relações humanas, a solidão, o controle social e outros entraves
contemporâneos.
QUANDO: Dias 21 e 22/10
e de 24 a 27/10 a partir das 20 horas
ONDE: Teatro Vila Velha,
Av Sete de Setembro s/n - Passeio Público, Campo Grande, Salvador - Bahia.
ELENCO: Teatro dos
Novos (Anita Bueno, Neyde Moura - em vídeo, Sônia Robatto e Zeca de Abreu);
Universidade Livre de Teatro Vila Velha (Kadu Lima, Lucílio Bernardes, Roberto
Nascimento, Tiago Querino, Vinicius Bustani e Yan Britto) com participação de
Bertho Filho, Fernando Fulco e Will Falcão - locução dos vídeos.
A sonoplastia desta peça, que está aos comando de João Millet Meirelles, me lembrou o belo trabalho surrealista do Pink Floyd, no disco Ummagumma, exclusivamente nas Sysyphus. Ouçam e se inspirem!
Essa tal decisão que
tomamos toda vez que enfrentamos nossos dilemas quer dizer o quê mesmo?
Ação da Polícia de Choque nas manifestações brasileiras
Recentemente ouvi uma
pessoa me contar que era mais fácil escolher fazer o que alguém lhe aconselha
do que escolher dentre as diversas opções disponíveis, qual deverá ser adotada. Será que é por causa do
simples fato de que, nos dias atuais, qualquer escolha está errada? Mas a
lógica deveria ser o contrário, não? Toda escolha, mediante o consenso de livre
arbítrio, está certa, todavia que o senso de certo e errado é mais que
relativo. Na verdade ele nem existe!
Movimento anarquista Black Bloc
E como tudo que
persiste em existir e durar, neste mundo, um dia vai morrer... Mas a morte
ainda é muito pouco pra mensurar o resultado das somas e subtrações de nossas
escolhas e atitudes. Vendo o tratamento
covarde com que a força Nacional têm tratado os professores e manifestantes, no
Brasil, eu fico a duvidar se realmente há um senso de coisa alguma...
Médica que matou dois jovens por nada, em Salvador - Bahia
Gente que mata gente e
busca, na forma da lei, abrigo, e o pior: ainda acha! Como é possível conviver
com essa tal motivação esperançosa, sem tomar uma atitude expressiva quanto a
isso tudo? Não saberia dizer se é
nessa perspectiva que os caras da Black Rebel Motocycle Club resolveram
escrever a música aqui em questão: Beat The Devil’s Tattoo.
Alguns bateriam na
madeira e desconjurariam imediatamente, ao ouvir o simples e objetivo fato de
que realmente “Não há mais paz aqui” e que “A sua alma está apta e a morte é
tudo que você embala [...] todo mundo é rei quando não há mais ninguém pra
trabalhar”.
Governo irredutível às queixas da população
Talvez seu governo
discordasse das últimas palavras e aquele seu parente cristão, ache que você
está sob os domínios de satanás... Mas na verdade, a única coisa que realmente
é relevante nisso tudo é que não há mais paz aqui, e o amor, aqui, é vendido
para que outros possam usá-lo. A guerra nunca é barata e pior: VOCÊ NÃO PODERÁ
EVITAR!
Nem adianta procurar desculpas baratas e frases feitas de livrinhos de autoajuda. Se isso fosse produzido com
a finalidade real de ajudar, não seria vendido ao valor acima de três dezenas
de Reais, no mercado hipócrita da literatura Nacional. Mas eu te aconselho
ligar (não mais que 5 minutos) a sua TV, por no noticiário local ou nacional e
ver o efeito desse amorzinho que vivem a propagar nos status do Facebook que,
não sei pra quê, lhe pergunta todos os dias: No que você está pensando?
Black Rebel Motocycle Club
É música pra ouvir no
último volume do fone de ouvido, pois não são todos que merecem escutar a
essência contida nos acordes sagrados de Beat The Devil’s Tattoo.
A MÚSICA: Beat The Devil Tattoo "Queima ele, Senhor!"
A BANDA: Black Rebel Motocycle Club "Os amigos que Mainha nunca deixaria eu sair junto"
O ÁLBUM: Beat The Devil's Tattoo "Nem a páu, Cabral curtiu isso"
O ANO: 2010 "Quando por aqui ainda havia esperança"
Para mais informações
acesse a página da Black Rebel Motocycle Club no Facebook. Não deixe de curtir
também a página do Blog Som Di Track.
Depois de reviver os clássicos do grupo de Rock dos anos 70, Pink Floyd, reproduzidos pela Banda Spectro, num Tributo ímpar que aconteceu na noite do último dia 9/10, no Teatro SESC Casa do Comércio, o Projeto Repartir continua a desenvolver ações beneficentes em prol
do Movimento Outubro Rosa, em apoio ao Núcleo Assistencial a Pessoas com Câncer - Naspec. Ainda contando com a
presença de Luiz Caldas, que agitou a noite de tributo à Pink Floyd junto com
Tuca Fernandes, Márcio Messeder e Arôldo Macedo, o Projeto Repartir traz para o
Teatro Castro Alves o espetáculo Mulheres de Luz, que acontecerá o próximo dia
23/10 e contará com as presenças das cantoras: Margareth Menezes, Alinne Rosa,
Carla Visi, Rebeca Matta e Kall Medrado.
Meninas do Projeto Repartir no Back Stage com Tuca, Luiz e Banda Spectro
O show está marcado
para as 21 horas e celebrará a vida e a luta das mulheres que enfrentam com muita
coragem o câncer de mama, além de passar uma mensagem de conscientização para a
prevenção e diagnóstico do câncer.
O Outubro Rosa é uma iniciativa que visa conscientizar sobre a importância
da prevenção e diagnóstico do câncer de mama. O movimento surgiu em
1990 na primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York - EUA, que anualmente é
promovida na cidade.
No Brasil, a primeira
atividade do movimento foi em 2002, em São Paulo, capital, quando no dia 02 de
Outubro do respectivo ano, um dos monumentos mais conhecidos da cidade foi
iluminado na cor ROSA.
Em 2007, o Naspec foi pioneiro em apresentar
atividades relacionadas ao Movimento Outubro Rosa, na Bahia.
O Projeto Repartir, que
começou suas atividades em Salvador também no ano de 2007, é um dos colaboradores do
Movimento.
SERVIÇO:
O QUÊ: Show Mulheres de
Luz com Luiz Caldas, Margareth Menezes, Alinne Rosa, Carla Visi, Rebeca da
Matta e Kall Medrado.
ONDE: Teatro Castro
Alves. Largo do Campo Grande, Salvador – Bahia.
Confira o vídeo do
último evento do Projeto repartir, com alguns momentos do Tributo à Pink Floyd
e entrevistas com Tuca Fernandes, Luiz Caldas e Patricia Gomes - Presidente do
Projeto Repartir.
A noite da última
quarta-feira (09) foi marcada por variações no clima da cidade do
Salvador. As fortes chuvas que caíram na cidade, para muitos, teve um motivo
ímpar pra despencar aos montes. Estou falando do espetáculo que a Banda
Spectro realizou em tributo à uma das maiores bandas de rock de todos os
tempos: PINK FLOYD.
O show, que começou às
21h, teve aproximadamente duas horas de duração e aconteceu no Teatro SESC
Casa do Comércio, localizado na Av. Tancredo Neves, Região do Iguatemi, levou o
público a uma viagem à década de 70 e 80, onde os pupilos de Cambridge - UK
desenhavam os sentimentos e emoções de uma juventude que tinha o céu como
limite. Os convidados: Arôldo Macedo, Márcio Messeder, Tuca Fernandes e Luiz
Caldas fizeram parte desse show em prol do Movimento Outubro Rosa, realizado
pelo Projeto Repartir em apoio ao Núcleo de Assistencial a Pessoas com Câncer –
Naspec.
Banda Spectro, Arôldo Macedo (com instrumento) e Márcio Messeder à direita
Another Brick In The
Wall, Dogs, Comfortably Numb, Breathe, Echoes, Shine On You Crazy Diamond, Young Lust dentre outras, foram tocadas com muita responsabilidade, precisão e
estilo, pois, segundo Aloísio Messeder (Tecladista e Vocal), "a banda não toca
cover, pelo contrário, se diverte e sente toda emoção inserida em todos os
acordes e efeitos criados por Gilmour, Waters, Mason, Wright e Syd". Desta
forma, tocar Pink Floyd junto com seus amigos: Maurício Chastinet (guitarra
solo, vocais), Eduardo Gil (guitarra base, violão, vocais), Moacir Mallandro
(baixo, vocais), Alex Canguçu (bateria), Júnior Sena (percussão e samplers),
Ângela Moura e Juliana Bastos (backing vocals) é uma experiência que vai muito
mais além de um simples (por mais que seja bem feito) cover.
Confira algumas fotos do show:
Tuca Fernandes
incorporou toda a ousadia da década de 80, quando o Movimento Punk fazia a
juventude ferver e revolucionar, tanto no estilo de se vestir, como nas ideias
sociais. E junto com a banda, tocou Young Lust, que remonta claramente os
sentimentos daquela época que até hoje se faz presente: “Será que tem alguma
mulher nessa terra deserta que me faça sentir como um homem de verdade? Pegue
esse refugiado do Rock And Roll, querida. Ohhh, Me liberte!”. A letra é clara,
né?
Márcio Messeder cantou
Have A Cigar. Um clássico da década de 70, que ilustra a tentativa do mercado e
do capitalismo em barganhar jovens talentos e explorar seus dons sem ao menos
saber o propósito de seus talentos: “Bem, sempre tive um profundo respeito, e estou
tentando ser muito sincero. Eu realmente acho a banda simplesmente fantástica. A
propósito qual de vocês é o Pink?”.
Luiz Caldas e Maurício Chastinet tocando Dogs
E o que falar da
presença de Arôldo Macedo e Luiz Caldas? A genialidade que esses dois ícones da
música baiana carregam foi capaz gerar o que hoje chamamos de Axé Músic, mas
foi com o rock que embalava suas juventudes e nos solos de guitarra da época
que tudo começou. Luiz Caldas e banda Spectro tocando Dogs foi um dos momentos
mais marcantes da noite, e o jovem garoto Luizinho se sentiu um verdadeiro Rock
Star, com um visual excelente, sempre representado por seus cabelos
encaracolados e sua jaqueta de couro.
Banda Spectro e convidados juntos tocando Wish You Were Here
A noite terminou com
todos no palco tocando Wish You Were Here, fazendo com que cada um pensasse em
um velho e bom amigo distante ou que já tenha partido, e em como gostariam que
ele estivesse ali, naquele momento: “Somos só duas almas perdidas nadando em um
aquário ano após ano. Correndo no mesmo velho chão o quê encontramos? Os mesmos
velhos medos... Queria que você estivesse aqui...”.
Som Di Track deseja estar presente nos próximos espetáculos da Banda Spectro, sentindo a
magia e a nostalgia que Pink Floyd traduz.
Banda Spectro e convidados recebem buquês de rosas, entregues pelas mulheres do Projeto Repartir
O Projeto Repartir está
de parabéns pela iniciativa, pois não trouxe apenas a satisfação de ouvirmos boa
música tocada por excelentes músicos, nos deu também o prazer de ajudar e se
sentir parte de um coletivo humano que, de alguma forma, ajuda outras pessoas
na luta contra o Câncer.
Para conhecer mais
sobre o Projeto Repartir, acesse a página no facebook. E se você ainda
não conhece a banda Spectro, acesse www.bandaspectro.com.bre curta a página deles no facebook, Assistam ao vídeo da música Shine On You Crazy Diamond e em breve Som Di Track postará as entrevistas feitas no show.
Uma história de amor como tantas outras... Todos os
romances começam de maneira encantadora, claro que alguns são esquisitos e
inusitados, mas, infelizmente não há como prever o fim.
Todos esperam que termine em uma casinha
confortável, depois de uma longa vida de amor e com muitos descendentes, mas o
destino não funciona tão de acordo com nossos desejos.
Na vida de Dangelo, as coisas foram assim...
POR
TRÁS DAS ESCOLHAS
Uma
história de todos nós
Capítulo
III: Coisas que fazem um homem ser só
Luiza - mãe de Isaah - tinha cinco anos quando,
tragicamente, Flora se foi. Dois meses após a morte dela, houve uma tentativa
de sequestro contra a pequenina, no momento em que saia da escola:
- “Deus do céu, Sr. Dangelo! Chegaram dois homens em
um carro vermelho, com vidros pretos, saíram do carro, pegaram a menina e
partiram em disparada sentido ao centro”, relatou a professora, que sempre
aguardava o pai de Luiza chegar para apanhar sua filha, pontualmente às 12
horas.
Senhorita Clarice tinha um apreço muito grande pelo
recém-viúvo e lamentava vê-lo, com tamanha tristeza, fazendo o que era hábito
de sua mulher fazer. Mas aquilo não era só um sentimento comum que se tem, como
piedade ou pena. Clarice foi, durante muito tempo, uma admiradora secreta do
homem que encantava seus ouvidos, durante o período de sua adolescência.
Dangelo havia trabalhado na rádio local, no início de sua carreira, em um
programa matinal que falava sobre cultura e cidadania.
Quando descobriu quem era o dono da voz que lhe
fazia perder o ar, ela descobriu que o coração dele pertencia a ‘menina de
ouro’ do colegial. Flora, pequenina, com seus cabelos longos e olhos profundos,
era a garota mais bonita da 8ª série e todos queriam a oportunidade de
namorá-la. Mas, com um gênio muito forte, ela não dava bola para os garotos de
sua idade. Queria alguém com conteúdo, com planos e que pensasse no futuro de
forma mais concisa, ou seja, alguém mais velho.
Elas nunca foram amigas. Clarice e Flora apenas se
comunicavam de maneira social. Simplesmente “bom dia, boa tarde e boa noite” –
quando se encontravam, ocasionalmente, na pracinha da cidade. Quando descobriu
que seu amado estava encantado pela doçura de sua colega de sala, de início,
Clarice passou a perseguir com conversinhas difamatórias – o que era comum
dentre as garotas daquela idade – mas depois entendeu que com o amor não se
brinca, e Dangelo estava realmente amando aquela garota. Mas voltemos ao fato:
O susto que ele levou ao descobrir que tal mal
aconteceu com a sua filha levou Dangelo ao desespero total. Ele desfaleceu nos
braços de Clarice – como um corpo que cai, sem vida, após um tiro certeiro –
não contendo o terror que lhe corria o sangue.
- “Não se preocupe, Sr. Dangelo. Vamos nos mobilizar
para encontrar sua filha e tudo vai terminar bem. Vamos procurar a policia
primeiro. Lá, eles saberão nos orientar”, disse Clarice, tentando
tranquiliza-lo.
Foram 3 dias de procura até que uma carta anônima
informou onde estava a garota.
A carta dizia:
“Encontre
sua filha nos fundos do velho armazém da rodagem”.
Mas o que realmente impactou profundamente na alma
dele foram as palavras escritas pelos possíveis mandantes desse crime:
“O
que será da vida de um homem que após ceifarem sua árvore ainda levassem o
único fruto que sobrou dela? Atitudes geram consequências, não tome as suas!”.
Ele sabia que não estavam brincando. Ou talvez fosse
ele quem estivesse brincando demais com a sorte – esta que lhe faltou ao levar
Flora - e não devesse mais arriscar:
- “Perder Luiza, jamais!”, pensou ele com extrema
convicção.
POR
TRÁS DAS ESCOLHAS
Uma
história de todos nós
Capítulo
IV: Como será que o amor deve começar?
Aquele amor que lhe roubaram começou de maneira
simples. Ousada, Flora certa feita resolveu ligar para o programa e questionar
a respeito de um comentário feito pelo então radialista:
- “A classe média é a mais hipócrita dentre as
demais, pois os ricos sabem definitivamente o que querem e os pobres conhecem o
que verdadeiramente lhes faltam, e, falando da primeira, é notável que ela vive
da sombra da segunda e da prepotência em contraste à última”.
Depois de alguns minutos de discussão ao vivo, a
garota – enfurecida com os argumentos contextualizados do radialista – resolveu
que iria pessoalmente até a rádio para falar com ele, e - se fosse possível –
com seu chefe.
Dangelo não temeu, mas imaginou que receberia uma
senhora balofa, com um rolo de massa nas mãos e soltando fogo pelas ventas.
Quando viu aquela garota em sua frente, deixou soltar uma gargalhada de
surpresa:
- “Poderia saber o motivo de sua risada? Pois além
de mal informado és mal educado?”, indagou a garota, desafiante:
- “Sinceramente não esperava receber uma garota
tão...”, ele evitou falar, pois não quis que ela pensasse que ele era do tipo
machista:
- “Tão o que? Tenha coragem e termine de falar!”,
retrucou a menina, que tinha as maçãs do rosto avermelhadas de fúria:
- “Uma garota tão feia assim!”, disse Dangelo, em
tom de brincadeira e com um sorriso nos lábios:
- “Seu grosso! Não consigo entender como alguém como
você conseguiu se tornar radialista. Que insulto para a profissão”, exclamou
Flora, tentando ofendê-lo:
- “Garotas como você sempre vão procurar um
pressuposto para justificar um erro em homens como eu. Sabendo disso e não
fugindo, decidi mentir e te dar razões para sua opinião ao meu respeito. Se eu
falasse que és linda, poderia achar que estou fazendo pouco caso de você, e
isso, com certeza, eu não quero fazer”, disse ele em tom sério.
Existem momentos em que o tempo congela e deixa que
o sobrenatural atue com precisão. Foi exatamente um desses momentos que
aconteceu quando Flora olhou no fundo dos olhos dele, após ouvir aquela
explicação. Mas ela não era nada fácil. Mesmo com a resposta dele, a menina não
desistiu do entrave entre eles:
- “Então quer dizer que o Sr, acha que a classe
média é hipócrita, né?”, questionou-o em tom de ironia.
Ele pensou em cantar novamente a garota, mas –
baseando-se em seus próprios conceitos – resolveu responder o questionamento
dela:
- “Ok. Me responda: Audi, Mercedes, Fiat, Chevrolet
ou Honda? Qual tipo de carro você gostaria de ter?”:
- “Não sei... talvez um Mercedes”, respondeu ela:
- “Daqui a quanto tempo você terá esse carro?”,
perguntou ele:
- “Sei lá... Quando estiver formada. Penso em
estudar até ser PhD. Essas perguntas não fazem sentido”, indagou Flora:
- “Verás que faz. Então... Brejo Velho, Itiúba, Nova
Constituinte ou Santa Rita? Onde será sua casa?”, perguntou Dangelo novamente:
- “Deus é mais! Não vou morar em nenhum bairro
desses! Vou morar na capital, provavelmente na Barra ou na Pituba”, enfatizou a
garota:
- “Bem... uma última pergunta: Onde você mora?”.
- “Moro em Noronha, mas é na rua principal! Perto da
Av. Marechal Deodoro da Fonseca”, explicou Flora.
- “É isso aí, garota. Logo abaixo da Marechal fica
Itiúba. Você olha todos os dias para lá e pensa: Deus é mais de eu morar aí. Um
contraste muito forte que separa sua realidade à desse lugar, né? Daí vem as
outras introspecções: desejas um Mercedes, sonhando com um futuro promissor que
ainda não veio, além de querer morar num lugar relativamente abstrato à sua
realidade. O exemplo claro de que a classe que você diz pertencer não só vive à
sombra da riqueza como também menospreza a pobreza das classes baixas.
Resultado: sem identidade, sem consistência e meramente hipócrita, porque diz
sempre coisas que não condiz com sua realidade”.
Ela se pegou pensando nos contrapontos expostos por
aquele homem, ao mesmo momento em que reparava no estilo simples, porém
ajeitado, que o rapaz possuía. De certa forma ele parecia saber do que falava e
isso a tirava do sério. Talvez fosse o fato de que isso lhe tirava o chão dos
seus pés.
Já não conseguia mais pensar no paradigma
existencial de sua classe. O que dominava seus pensamentos era a vontade de ver
aquele homem que trajava jeans azul e camisa polo, sapatos pretos e cabelos bem
penteados, usando bermuda, de peito nu e óculos escuros, lhe fazendo companhia
em uma praia do litoral.
Ou talvez dirigindo um Mercedes conversível, rodando
pela orla de Salvador... Mas seus pensamentos foram interrompidos pela voz
rouca que vinha de um velho cheirando a cinza de cigarro, que o chamava para
voltar ao posto, pois a segunda parte do programa já estava pra começar.
Depois desse encontro Flora passou a ouvir com
outras ideias, as indagações do homem que conseguiu lhe arrancar suspiros. O
visitou outras vezes até que o namoro começou. Casaram-se e depois de 3 anos
veio a pequena Luiza, realizando o maior desejo do casal.